(Source: slumscape)
Perto de ti, batidas do meu coração insistem em se acelerar, e porquê? Tu simplesmente surgir do nada, tomando meu coração para ti, e desde então, sem teu beijo, não vivo.
Me perco em pensamentos, criando em minha mente, imagens e cenas improváveis. Somente tu consegue me deixar assim, sem ar, sem sentidos, perdida em um mundo de possibilidades, só para nós.
Não consigo imaginar um futuro sem ti, ou pelo menos não mais. Sonhar contigo? Se tornou rotina, e por isso consigo dormir em paz , com um sorriso sincero na cara. A esperança de ver teu sorriso é o que me dá motivos para levantar da cama todos os dias, para assim, pelo menos, poder te imaginar em meus braços, mesmo enquanto está longe.
Só de ouvir tua voz, eu me mais ainda, te imagino sussurrando “Te amo” em meu ouvido, me dando um beijo logo em seguida, me fazendo suspirar. Para ti são todos os meus versos escritos. Teu rosto é projetado em minha mente, à cada palavra que escrevo um “te amo”. Sinto tua falta, te amo.
Te amo.
Por súbito mudei meu destino, entrei no desconhecido. Aquele caminho tão bonito nunca mostrara o veneno dos frutos e nem a droga presente no próprio ar. Ah, mas se você naquele cenário de mãos dadas a mim era algo fora de questão.
Por súbito mudei meu destino. Imaginei, inventei, acreditei e vivi. Vivi os sorrisos e risos mais doces, vivi momentos de só alguns segundos que se tornaram moldes de perfeição. Senti o perfume mais memorável e o toque das palavras mais inimagináveis.
Mas eu - de pele fina e máscara sútil que tenho -, e não mais por súbito, senti a mudança. Não acredito em destino, mas a força do seu próprio sentido me forçou. “Será destino?”, pensava eu. Meu sorriso me sufocava, e o seu, nunca entendi. Não sabia o que nascia ou fugia dentro de mim. Contudo, de meus limites conheço.
Olhava no espelho, me via cansado e explodindo. Lembrei sobre meus conselhos os quais nunca obedeci. “Faça por você, faça por você”, gritei várias vezes, andei e voltei ao mesmo lugar, ouvi o silêncio e todos anjos ao meu lado. Tinha medo de sair de lá por causa da clara abstinência dos lábios, do abraço, do tentador, do desconhecido.
Me joguei. Não estava sozinho, sempre estive ciente disso. De lá de cima nada ouvi, algo que de certa maneira me fez ter ogulho e força para encarar os males da saudade.
Agora estou em casa, lidando com chuvas intermináveis e discretas, com a perda de parte de mim , sabendo que não conseguiria e nem deveria pensar em voltar ao meu vício que foi você.
Você, que admitira a própria mudança, não vai me entender. Sua mudança levou meu vício amarrado pelo garganta. O procurei até meus joelhos encontrarem o chão. Pelo que chorei e manchei nossa história e meu retrato de você, pelo o quanto que me cobrei, pela esperança que jaz no escuro do coração e pelo último ponto que me separa de você, o qual aqui coloco: não volto atrás.
Lucas.